Silvio Ximenes Imobiliária
Silvio Ximenes Imobiliária
Bradesco, Itaú e Santander reajustaram suas taxas de financiamento imobiliário no fim de outubro de 2026. Entenda o impacto nas parcelas, no poder de compra e nas oportunidades do mercado de Belo Horizonte.
Comprar um imóvel é uma das decisões financeiras mais importantes para muitas famílias brasileiras. Entretanto, quem pretende financiar a casa própria precisa ficar atento às recentes mudanças nas condições de crédito oferecidas pelos bancos.
No fim de outubro de 2026, três dos maiores bancos privados do Brasil — Bradesco, Itaú e Santander — anunciaram aumentos nas taxas de juros do financiamento imobiliário. O movimento ocorreu em meio à elevação dos juros futuros, mesmo após as reduções da taxa Selic realizadas ao longo do ano.
Na prática, o financiamento imobiliário ficou mais caro em determinadas instituições, o que pode aumentar as parcelas, reduzir o valor que o comprador consegue financiar e exigir um planejamento financeiro mais cuidadoso.
Em Belo Horizonte, especialmente em bairros valorizados das regiões Centro-Sul e Zona Sul, compreender essas mudanças é essencial para quem deseja comprar um apartamento, adquirir uma casa ou investir no mercado imobiliário.
Mas será que este é o momento de comprar ou vale a pena esperar por condições melhores?
O encarecimento do crédito imobiliário ganhou destaque no noticiário econômico brasileiro na última semana de outubro.
Segundo informações divulgadas pela imprensa especializada, Bradesco, Itaú e Santander reajustaram as taxas mínimas oferecidas em determinadas operações de financiamento habitacional.
Entre os movimentos anunciados estão:
Bradesco: reajustou taxas de financiamento, com ofertas mínimas divulgadas de 13,60% ao ano, acrescidas da Taxa Referencial (TR), em determinadas linhas. As condições variam conforme o produto e o perfil do cliente.
Itaú: elevou a taxa mínima de 11,99% para 12,95% ao ano, mais TR.
Santander: aumentou a taxa mínima de 11,69% para 12,49% ao ano, mais TR, com vigência a partir de 30 de outubro.
Esses percentuais representam condições anunciadas no período, não taxas obrigatoriamente aplicadas a todos os clientes.
O custo efetivo de um financiamento depende de fatores como renda, relacionamento bancário, valor de entrada, modalidade de crédito, prazo de pagamento e perfil de risco do comprador.
Além disso, a taxa de juros anunciada não representa, necessariamente, o custo total da operação.
Por isso, comparar propostas de diferentes instituições financeiras tornou-se ainda mais importante.
Uma das principais explicações para os reajustes está no comportamento dos juros futuros, utilizados pelo mercado financeiro como referência para expectativas sobre o custo do dinheiro nos próximos anos.
Mesmo que a taxa básica de juros esteja em trajetória de queda, os bancos podem enfrentar custos de captação mais elevados em determinados momentos.
Os juros futuros refletem expectativas do mercado sobre as taxas de juros em períodos posteriores.
Essas expectativas são influenciadas por fatores como inflação, contas públicas, cenário econômico, riscos financeiros e perspectivas para a política monetária.
Como o financiamento imobiliário normalmente envolve contratos de longo prazo, as instituições precisam considerar o custo e o risco de oferecer crédito durante vários anos.
Quando essas expectativas se deterioram, as taxas de financiamento podem subir mesmo sem uma elevação imediata da Selic.
A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira e influencia o custo do crédito, a remuneração de investimentos e as condições de financiamento.
Em 16 de setembro de 2026, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano.
A próxima reunião do comitê está programada para os dias 3 e 4 de novembro de 2026.
É importante compreender que a taxa Selic e os juros do financiamento imobiliário não são a mesma coisa.
A Selic funciona como uma referência central da economia, enquanto os financiamentos habitacionais também dependem das condições de captação dos bancos, dos recursos disponíveis, dos riscos e das características do contrato.
Portanto, uma redução da Selic não garante uma queda automática ou imediata nas taxas cobradas pelos bancos.
O impacto mais direto aparece no valor das prestações e no montante total pago pelo comprador.
Quanto maior a taxa de juros, maior tende a ser o custo do crédito, mantendo-se as demais condições constantes.
Imagine uma pessoa que pretende financiar R$ 300 mil para comprar um apartamento em Belo Horizonte, com prazo de pagamento de 30 anos.
Para visualizar a diferença, considere duas taxas hipotéticas: 11,69% e 12,49% ao ano.
Em uma simulação matemática pelo sistema Price, utilizando taxas anuais efetivas, sem incluir TR, seguros, tarifas e outras despesas, os resultados aproximados seriam:
| Condição | Juros de 11,69% a.a. | Juros de 12,49% a.a. |
|---|---|---|
| Valor financiado | R$ 300.000 | R$ 300.000 |
| Prazo | 360 meses | 360 meses |
| Prestação calculada | R$ 2.881 | R$ 3.046 |
| Total nominal das 360 prestações | R$ 1,037 milhão | R$ 1,097 milhão |
Nesse exemplo, o aumento de 0,8 ponto percentual na taxa anual representa aproximadamente R$ 165 a mais por mês, ou cerca de R$ 59 mil adicionais ao longo de 30 anos.
A simulação é ilustrativa. Não representa uma proposta bancária nem considera a atualização do saldo devedor pela TR, seguros obrigatórios, tarifas, eventuais amortizações antecipadas ou mudanças contratuais.
O objetivo é demonstrar como diferenças aparentemente pequenas nas taxas podem afetar significativamente o orçamento familiar.
Sim.
Além de aumentar o valor das prestações, juros mais elevados podem reduzir a capacidade de financiamento do comprador.
As instituições financeiras avaliam a renda, o histórico de crédito e o comprometimento financeiro antes de aprovar uma operação.
Quando a prestação aumenta, uma família pode ultrapassar o percentual máximo de comprometimento de renda permitido pelo banco.
Consequentemente, o comprador poderá precisar:
Aumentar o valor de entrada;
Reduzir o valor do imóvel pretendido;
Comparar outras modalidades de financiamento;
Compor renda com outro participante elegível;
Rever o prazo de pagamento, respeitando as condições disponíveis.
Isso não significa que o financiamento tenha se tornado inacessível para todos os compradores. As condições variam conforme a instituição, a modalidade e o perfil de cada cliente.
O mercado imobiliário de Belo Horizonte apresenta características próprias, com diferenças relevantes entre regiões, bairros e padrões de imóveis.
De acordo com dados do Índice FipeZAP referentes a setembro de 2026, divulgados em outubro, o preço médio anunciado do metro quadrado residencial para venda na capital mineira chegou a R$ 10.686.
O levantamento registrou valorização acumulada de 2,20% em 12 meses.
Esse indicador considera preços de anúncios monitorados pela pesquisa, e não necessariamente os valores efetivamente pagos nas transações imobiliárias.
Bairros como Lourdes, Savassi, Funcionários, Serra, Sion, Santo Antônio, Anchieta, Cruzeiro e Belvedere concentram diferentes perfis de imóveis e demandas residenciais.
Nessas regiões, fatores como localização, infraestrutura, padrão construtivo, metragem, quantidade de vagas e características do condomínio influenciam o preço final.
Para compradores que dependem de financiamento, a elevação dos juros pode exigir ajustes no planejamento.
Um apartamento de três quartos, por exemplo, pode continuar dentro do orçamento de compra, mas deixar de se enquadrar na capacidade mensal de pagamento aprovada pelo banco.
Em outras situações, aumentar a entrada ou negociar o preço pode ajudar a tornar a aquisição financeiramente viável.
Dependendo das condições do imóvel e da necessidade do vendedor, um cenário de crédito mais restritivo pode criar oportunidades de negociação.
Isso acontece porque a capacidade de financiamento influencia a quantidade de compradores aptos a concluir determinadas transações.
Entretanto, não é correto afirmar que todos os imóveis ficarão mais baratos por causa dos juros.
Propriedades bem localizadas, com características valorizadas e oferta limitada podem manter procura consistente mesmo em cenários de crédito elevado.
Por isso, a análise deve considerar o comportamento de cada bairro e as condições específicas da propriedade.
Essa é uma das principais dúvidas de quem deseja adquirir um imóvel em 2026.
A resposta depende da situação financeira do comprador, do tipo de propriedade procurada e das condições disponíveis no momento da negociação.
A compra pode ser considerada quando o interessado possui renda estável, reserva financeira adequada, entrada suficiente e encontra uma propriedade compatível com suas necessidades.
Também é importante avaliar se o valor negociado está alinhado ao mercado e se as parcelas cabem no orçamento sem comprometer despesas essenciais.
Comprar um imóvel não deve depender exclusivamente da expectativa de queda dos juros.
A espera pode ser uma alternativa quando a prestação compromete excessivamente a renda, a entrada disponível é insuficiente ou a compra exigiria utilizar toda a reserva financeira.
Também pode fazer sentido adiar a aquisição quando o comprador ainda não encontrou um imóvel compatível com seus objetivos.
O mais importante é evitar decisões precipitadas motivadas apenas pelo medo de perder uma oportunidade.
Dependendo das condições contratuais e das ofertas disponíveis, o comprador pode avaliar uma portabilidade de crédito imobiliário no futuro.
A portabilidade permite transferir a dívida para outra instituição financeira, conforme as regras aplicáveis, em busca de condições mais vantajosas.
Entretanto, uma queda futura dos juros não é garantida, assim como a aprovação de uma portabilidade ou a obtenção de economia efetiva.
O ideal é contratar um financiamento que seja sustentável nas condições atuais, sem depender de uma renegociação futura.
Mesmo com o aumento das taxas em bancos privados, o mercado brasileiro oferece diferentes modalidades de financiamento habitacional.
As condições dependem da renda, do valor do imóvel, da disponibilidade de recursos e das regras de cada instituição.
O Sistema Financeiro da Habitação reúne operações de crédito habitacional sujeitas a regras específicas.
Em 2026, o limite de valor de avaliação do imóvel para enquadramento no SFH é de R$ 2,25 milhões.
O enquadramento depende também dos demais requisitos aplicáveis à operação.
O Sistema de Financiamento Imobiliário contempla operações que não se enquadram nas condições do SFH, incluindo imóveis de valores superiores ao limite estabelecido.
Em março de 2026, a CAIXA anunciou a retomada do financiamento individual para aquisição de imóveis residenciais com valor de avaliação acima de R$ 2,25 milhões, utilizando recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).
A medida ampliou as possibilidades de crédito em determinados segmentos do mercado.
O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pode ser utilizado em operações habitacionais que atendam aos requisitos legais.
Dependendo da situação, os recursos podem contribuir para a entrada, amortização do saldo devedor ou pagamento de parte das prestações.
A elegibilidade depende de condições relacionadas ao trabalhador, ao imóvel e à operação.
Antes de contratar, é recomendável solicitar simulações em diferentes instituições.
Além da taxa nominal ou efetiva anunciada, o comprador deve observar o Custo Efetivo Total (CET), indicador que reúne juros e demais despesas financeiras previstas na operação.
Comparar apenas a taxa de juros pode levar a conclusões equivocadas, especialmente quando existem diferenças de seguros, tarifas, prazos e sistemas de amortização.
O planejamento financeiro pode ajudar a reduzir riscos e identificar oportunidades.
Antes de iniciar a compra, algumas medidas merecem atenção:
Defina um orçamento realista: considere renda familiar, despesas fixas, reserva de emergência e valor máximo de prestação.
Planeje a entrada: quanto maior o valor pago inicialmente, menor será o saldo a financiar, mantidas as demais condições.
Consulte diferentes bancos: compare taxas, CET, seguros, indexadores e sistemas de amortização.
Considere os custos adicionais: ITBI, escritura quando aplicável, registro, mudança e eventuais reformas.
Analise a localização: compare imóveis com características semelhantes nos bairros de interesse.
Busque orientação especializada: profissionais do mercado imobiliário podem ajudar a compreender preços, documentação e condições comerciais.
Em Belo Horizonte, uma compra bem planejada envolve muito mais do que encontrar um imóvel atrativo.
É necessário avaliar se a propriedade atende às necessidades do comprador e se as condições financeiras são sustentáveis ao longo dos anos.
No fim de outubro de 2026, bancos privados aumentaram suas taxas de financiamento em resposta principalmente à elevação dos juros futuros e às condições de captação de recursos. O aumento não foi uniforme entre todas as instituições ou modalidades.
Em 3 de novembro de 2026, a meta da Selic permanece em 13,75% ao ano, conforme decisão do Banco Central de 16 de setembro. O Copom realiza uma nova reunião em 3 e 4 de novembro, quando poderá definir alterações.
Pode valer a pena quando a propriedade atende às necessidades do comprador, o preço está adequado ao mercado e as prestações são compatíveis com a renda. A decisão deve considerar o custo total do crédito e o planejamento financeiro.
Não necessariamente. O comportamento das parcelas depende das condições contratuais, do indexador e do sistema de amortização. A redução das taxas oferecidas a novos clientes não altera automaticamente a taxa contratada anteriormente.
Sim, desde que o trabalhador, o imóvel e a operação atendam aos requisitos legais. O FGTS pode ser utilizado em modalidades habitacionais elegíveis para entrada, amortização ou pagamento de parte das prestações.
O primeiro passo é definir o valor de entrada, a prestação mensal suportável e a faixa de preço aprovada em uma simulação bancária. Depois, é possível pesquisar imóveis compatíveis em diferentes bairros e comparar suas características e condições de negociação.
Os reajustes anunciados pelos bancos privados em outubro de 2026 demonstram como o financiamento imobiliário está sujeito às mudanças nas condições econômicas.
Para quem deseja comprar um imóvel em Belo Horizonte, o cenário reforça a importância de pesquisar, comparar propostas e avaliar cuidadosamente o comprometimento da renda.
Entretanto, o aumento dos juros não significa que todos os compradores precisam desistir da casa própria.
A decisão deve considerar as necessidades de moradia, a situação financeira da família, o preço negociado e as alternativas de crédito disponíveis.
Mais do que tentar prever o momento ideal do mercado, o comprador deve buscar condições que ofereçam segurança e previsibilidade para seus objetivos.
Com mais de 75 anos de atuação no mercado imobiliário de Belo Horizonte e avaliação média de 4,9/5 no Google, a Silvio Ximenes Imobiliária reúne tradição, conhecimento regional e experiência para auxiliar clientes em suas decisões imobiliárias.
Seja para comprar, vender ou alugar um imóvel, nossa equipe está preparada para apresentar oportunidades e orientar você sobre as características e condições do mercado de BH.
Quer encontrar um imóvel que combine com seus planos e seu orçamento?
Entre em contato com a SX e conheça nossas opções disponíveis.
Silvio Ximenes Imobiliária: a imobiliária que você conhece e confia. 💚
Banco Central do Brasil
Comunicado nº 45.963, de 16 de setembro de 2026 — decisão da Selic em 13,75% ao ano.
https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/exibenormativo?numero=45963&tipo=Comunicado
Histórico das taxas básicas de juros.
https://www.bcb.gov.br/controleinflacao/historicotaxasjuros
Noticiário econômico — outubro de 2026
Folha de S.Paulo / C-Level — Taxa de crédito da casa própria sobe 1,91 p.p. no Bradesco e 0,96 p.p. no Itaú; entenda alta. Publicado em 29/10/2026, atualizado em 30/10/2026.
https://c-level.folha.uol.com.br/financas/2026/10/bancos-privados-aumentam-taxas-do-credito-da-casa-propria-em-resposta-a-alta-nos-juros-futuros.shtml
Exame — Santander segue exemplo de Itaú e Bradesco e sobe juros da casa própria. Publicado em 29/10/2026.
https://exame.com/mercado-imobiliario/santander-segue-exemplo-de-itau-e-bradesco-e-sobe-juros-da-casa-propria-veja-em-quanto-ficou/
CAIXA Econômica Federal
Perguntas frequentes sobre financiamento habitacional, modalidades e prazos.
https://www.caixa.gov.br/voce/habitacao/perguntas-frequentes-novos-financiamentos/Paginas/default.aspx
CAIXA amplia financiamento para imóveis acima de R$ 2,25 milhões — 03/03/2026.
https://caixanoticias.caixa.gov.br/Paginas/Not%C3%ADcias/2026/03-MAR%C3%87O/CAIXA-amplia-financiamento-para-im%C3%B3veis-acima-de-R%24-2%2C25-milh%C3%B5es.aspx
Mercado imobiliário de Belo Horizonte
MySide — Valor do metro quadrado em Belo Horizonte, com dados do FipeZAP de setembro de 2026. Atualizado em 02/11/2026.
https://myside.com.br/guia-belo-horizonte/valor-metro-quadrado-belo-horizonte-mg
Artigo atualizado em 3 de novembro de 2026. Taxas de financiamento e condições bancárias podem mudar conforme a instituição, a modalidade de crédito e o perfil do comprador. O conteúdo tem finalidade informativa e não substitui uma simulação financeira individualizada.


