Silvio Ximenes Imobiliária
Silvio Ximenes Imobiliária
A Selic caiu para 13,75% ao ano. Na reunião encerrada em 16 de setembro de 2026, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano. A nova taxa passou a valer em 17 de setembro.
Foi o quinto corte consecutivo desde março e representa mais um passo no processo de redução dos juros no Brasil. Mas, para quem pretende comprar um imóvel, a pergunta mais importante é outra: a queda da Selic já deixa o financiamento imobiliário mais barato?
A resposta exige cautela. A redução dos juros básicos melhora gradualmente o ambiente para o crédito, mas não significa que os bancos reduzirão imediatamente ou na mesma proporção as taxas cobradas nos financiamentos habitacionais.
Para o mercado imobiliário de Belo Horizonte, o novo cenário merece atenção. Mesmo durante o período de juros elevados, o crédito imobiliário cresceu no País, enquanto os preços de venda e, principalmente, os aluguéis continuaram avançando na capital mineira.
O Copom decidiu reduzir a Selic de 14% para 13,75% ao ano em setembro de 2026.
Segundo o comunicado do Banco Central, os indicadores mais recentes apontam para uma moderação gradual da atividade econômica, principalmente nos setores mais sensíveis aos juros, embora o mercado de trabalho permaneça aquecido.
Ao mesmo tempo, a inflação apresentou sinais de desaceleração. O IPCA acumulado em 12 meses até agosto ficou em 4,22%.
Apesar da melhora, o Banco Central continua adotando uma postura cautelosa. O cenário externo permanece incerto e as expectativas de inflação ainda exigem atenção.
Por isso, a decisão de setembro não garante novos cortes nas próximas reuniões. O Copom informou que continuará acompanhando os dados antes de definir os próximos passos.
A tendência de queda da Selic pode contribuir para melhorar as condições do crédito imobiliário, mas a transmissão não é automática.
A taxa cobrada em um financiamento depende de diversos fatores, como:
Portanto, uma redução de 0,25 ponto percentual na Selic não significa necessariamente uma queda de 0,25 ponto nas taxas de financiamento.
O efeito tende a ocorrer gradualmente caso o ciclo de redução dos juros continue e as condições econômicas permitam aos bancos oferecer crédito mais barato.
Um dado ajuda a entender o momento.
Segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o crédito imobiliário totalizou R$ 180,9 bilhões no primeiro semestre de 2026, crescimento de 23% em relação ao mesmo período de 2025.
Em julho, somente os financiamentos realizados com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) chegaram a R$ 20,96 bilhões, avanço de quase 77% na comparação anual.
Foram financiadas 57,9 mil unidades naquele mês.
No acumulado de janeiro a julho, os financiamentos com recursos da poupança atingiram R$ 115,5 bilhões, crescimento de 36,3% em relação ao mesmo período de 2025.
Ou seja: mesmo antes de a Selic chegar a 13,75%, havia demanda por crédito habitacional.
Para o comprador, o principal efeito potencial de um ciclo de juros mais baixos está no custo do crédito.
Se as taxas de financiamento caírem ao longo dos próximos meses, um mesmo valor de imóvel poderá gerar uma prestação menor ou permitir que determinadas famílias consigam financiar valores maiores dentro dos limites de comprometimento de renda dos bancos.
Mas existe outro lado dessa equação.
Quando o crédito fica mais acessível, mais compradores podem retornar ao mercado.
Esse movimento tende a estimular a demanda, principalmente entre consumidores que estavam aguardando melhores condições de financiamento.
Por isso, esperar juros menores não garante necessariamente uma compra mais barata no futuro.
O comprador precisa observar duas variáveis diferentes:
Uma taxa de financiamento menor pode representar economia financeira, mas essa vantagem pode ser parcialmente reduzida caso o preço do imóvel desejado aumente durante o período de espera.
O comportamento de Belo Horizonte mostra por que essa análise precisa ir além da Selic.
Segundo o Índice FipeZAP, o preço médio anunciado dos imóveis residenciais para venda na capital mineira ficou em aproximadamente R$ 10,7 mil por metro quadrado em agosto de 2026.
No acumulado de 12 meses, Belo Horizonte registrou valorização de aproximadamente 3,16%.
É importante observar que o FipeZAP acompanha preços anunciados de apartamentos prontos. Portanto, não representa necessariamente o preço final efetivamente negociado entre comprador e vendedor.
Além disso, falar em uma única média para Belo Horizonte esconde diferenças importantes entre bairros.
Regiões da Centro-Sul e Zona Sul possuem dinâmicas próprias, influenciadas por fatores como localização, padrão construtivo, idade do prédio, vagas de garagem, infraestrutura, comércio, mobilidade e oferta disponível.
Savassi, Lourdes, Funcionários, Santo Agostinho, Sion, Serra, Anchieta, Santo Antônio, Buritis e Santa Lúcia, por exemplo, não necessariamente respondem da mesma forma às mudanças no crédito.
É por isso que uma decisão de compra deve considerar tanto o cenário econômico quanto as características específicas do imóvel e da região.
Outro dado importante para quem está decidindo entre comprar ou continuar alugando é o comportamento das locações.
O Índice FipeZAP de Locação Residencial mostrou que o aluguel residencial em Belo Horizonte atingiu R$ 50,38 por metro quadrado em agosto de 2026.
Os preços anunciados subiram:
A alta anual do aluguel em Belo Horizonte, portanto, permaneceu relevante mesmo em um período de juros elevados.
Isso não significa que comprar seja automaticamente melhor do que alugar.
A decisão depende da renda, entrada disponível, estabilidade financeira, prazo que a pessoa pretende permanecer no imóvel, custo do financiamento, condomínio, IPTU e objetivos patrimoniais.
Mas a combinação entre queda gradual dos juros e aumento dos aluguéis muda a conta que muitas famílias precisam fazer.
Não existe uma resposta única.
Quem depende de financiamento pode se beneficiar caso as taxas bancárias recuem nos próximos meses. Por outro lado, não há garantia sobre a velocidade nem sobre a intensidade dessa redução.
Também não há garantia de que o imóvel desejado continuará disponível ou permanecerá no mesmo preço.
Em vez de tentar acertar exatamente o menor ponto da Selic, o comprador pode avaliar se a operação já faz sentido dentro da própria realidade financeira.
Algumas perguntas são mais importantes:
Utilizar praticamente todo o patrimônio para dar entrada pode deixar o comprador vulnerável a despesas inesperadas.
Não basta conseguir aprovação bancária. É importante avaliar se a parcela é sustentável considerando as demais despesas da família.
Uma boa negociação no preço do imóvel pode ter impacto relevante no custo total da compra.
Dependendo do contrato e das condições oferecidas pelo mercado no futuro, o comprador pode avaliar alternativas como portabilidade do financiamento.
Por isso, analisar apenas a Selic pode levar a uma decisão incompleta.
Para proprietários, uma trajetória de juros mais baixos pode ampliar gradualmente o número de compradores com capacidade de financiamento.
Isso pode ser especialmente relevante para imóveis que dependem mais do crédito bancário para encontrar compradores.
Ainda assim, a redução da Selic não elimina a necessidade de uma avaliação de mercado adequada.
Preço, apresentação do imóvel, documentação, qualidade das fotos, divulgação e estratégia comercial continuam influenciando diretamente o tempo necessário para encontrar um comprador.
Em Belo Horizonte, a diferença de comportamento entre bairros torna a avaliação ainda mais importante.
A queda da Selic também altera gradualmente a comparação entre imóveis e investimentos financeiros.
Quando os juros estão muito altos, aplicações de renda fixa oferecem retornos elevados com relativa liquidez e baixo risco em determinadas modalidades.
À medida que os juros diminuem, essa diferença pode ser reduzida.
Ao mesmo tempo, o mercado de locação continua apresentando aumento de preços.
Em Belo Horizonte, o FipeZAP calculou um rental yield residencial de aproximadamente 5,38% ao ano em agosto, indicador que relaciona o valor do aluguel ao preço do imóvel.
Esse percentual não deve ser interpretado isoladamente como rentabilidade líquida: despesas, impostos, períodos sem locação, manutenção e eventual valorização ou desvalorização do imóvel precisam entrar na análise.
Pode, mas ainda não é possível tratar novos cortes como certeza.
O Banco Central deixou os próximos movimentos em aberto e afirmou que continuará avaliando inflação, atividade econômica, expectativas e riscos domésticos e internacionais.
A decisão de setembro levou a Selic para 13,75%, mas o patamar continua elevado em termos históricos recentes.
Para o mercado imobiliário, mais importante do que uma decisão isolada será observar a trajetória dos juros nos próximos meses e como os bancos transformarão essa trajetória em condições efetivas de financiamento.
O Copom reduziu a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano na reunião encerrada em 16 de setembro de 2026. A nova meta passou a valer em 17 de setembro.
Não. A Selic influencia o custo do crédito, mas as taxas dos financiamentos dependem também do custo de captação, fonte dos recursos, concorrência entre bancos, perfil do cliente, prazo e características da operação.
Depende da situação financeira do comprador, das condições do financiamento e do preço do imóvel. Esperar pode trazer taxas menores, mas os preços dos imóveis e a demanda também podem mudar durante esse período.
O Índice FipeZAP apontou preço médio anunciado próximo de R$ 10,7 mil por metro quadrado em agosto de 2026 e valorização aproximada de 3,16% em 12 meses. O comportamento varia significativamente entre bairros e tipos de imóvel.
Sim. Segundo o FipeZAP, os preços anunciados para locação residencial em BH avançaram 7,45% nos 12 meses encerrados em agosto de 2026, chegando a R$ 50,38 por metro quadrado.
É possível, mas novos cortes não estão garantidos. O Copom deixou claro que as próximas decisões dependerão da evolução da inflação, atividade econômica, expectativas e demais riscos.
A queda da Selic para 13,75% representa uma nova etapa do ciclo de redução dos juros brasileiros e pode contribuir para condições mais favoráveis ao mercado imobiliário.
Mas ainda é cedo para assumir que todos os financiamentos ficarão imediatamente mais baratos.
Enquanto os juros começam a recuar, o crédito imobiliário já apresenta crescimento e os aluguéis continuam avançando em Belo Horizonte. Os preços de venda, por sua vez, apresentam comportamentos diferentes dependendo do bairro e do perfil do imóvel.
Para quem pretende comprar, vender ou investir, portanto, a pergunta não deve ser apenas “quanto está a Selic?”, mas como juros, preço do imóvel, capacidade financeira e condições de negociação se combinam em cada caso.
Com mais de 75 anos de atuação no mercado imobiliário de Belo Horizonte, a Silvio Ximenes Imobiliária acompanha de perto as particularidades da região Centro-Sul e Zona Sul da capital. Para quem está avaliando uma negociação, conhecer o mercado local e analisar cada imóvel individualmente pode ser tão importante quanto acompanhar as decisões do Banco Central.
A Selic caiu para 13,75% ao ano. Na reunião encerrada em 16 de setembro de 2026, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano. A nova taxa passou a valer em 17 de setembro.
Foi o quinto corte consecutivo desde março e representa mais um passo no processo de redução dos juros no Brasil. Mas, para quem pretende comprar um imóvel, a pergunta mais importante é outra: a queda da Selic já deixa o financiamento imobiliário mais barato?
A resposta exige cautela. A redução dos juros básicos melhora gradualmente o ambiente para o crédito, mas não significa que os bancos reduzirão imediatamente ou na mesma proporção as taxas cobradas nos financiamentos habitacionais.
Para o mercado imobiliário de Belo Horizonte, o novo cenário merece atenção. Mesmo durante o período de juros elevados, o crédito imobiliário cresceu no País, enquanto os preços de venda e, principalmente, os aluguéis continuaram avançando na capital mineira.
O Copom decidiu reduzir a Selic de 14% para 13,75% ao ano em setembro de 2026.
Segundo o comunicado do Banco Central, os indicadores mais recentes apontam para uma moderação gradual da atividade econômica, principalmente nos setores mais sensíveis aos juros, embora o mercado de trabalho permaneça aquecido.
Ao mesmo tempo, a inflação apresentou sinais de desaceleração. O IPCA acumulado em 12 meses até agosto ficou em 4,22%.
Apesar da melhora, o Banco Central continua adotando uma postura cautelosa. O cenário externo permanece incerto e as expectativas de inflação ainda exigem atenção.
Por isso, a decisão de setembro não garante novos cortes nas próximas reuniões. O Copom informou que continuará acompanhando os dados antes de definir os próximos passos.
A tendência de queda da Selic pode contribuir para melhorar as condições do crédito imobiliário, mas a transmissão não é automática.
A taxa cobrada em um financiamento depende de diversos fatores, como:
Portanto, uma redução de 0,25 ponto percentual na Selic não significa necessariamente uma queda de 0,25 ponto nas taxas de financiamento.
O efeito tende a ocorrer gradualmente caso o ciclo de redução dos juros continue e as condições econômicas permitam aos bancos oferecer crédito mais barato.
Um dado ajuda a entender o momento.
Segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o crédito imobiliário totalizou R$ 180,9 bilhões no primeiro semestre de 2026, crescimento de 23% em relação ao mesmo período de 2025.
Em julho, somente os financiamentos realizados com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) chegaram a R$ 20,96 bilhões, avanço de quase 77% na comparação anual.
Foram financiadas 57,9 mil unidades naquele mês.
No acumulado de janeiro a julho, os financiamentos com recursos da poupança atingiram R$ 115,5 bilhões, crescimento de 36,3% em relação ao mesmo período de 2025.
Ou seja: mesmo antes de a Selic chegar a 13,75%, havia demanda por crédito habitacional.
Para o comprador, o principal efeito potencial de um ciclo de juros mais baixos está no custo do crédito.
Se as taxas de financiamento caírem ao longo dos próximos meses, um mesmo valor de imóvel poderá gerar uma prestação menor ou permitir que determinadas famílias consigam financiar valores maiores dentro dos limites de comprometimento de renda dos bancos.
Mas existe outro lado dessa equação.
Quando o crédito fica mais acessível, mais compradores podem retornar ao mercado.
Esse movimento tende a estimular a demanda, principalmente entre consumidores que estavam aguardando melhores condições de financiamento.
Por isso, esperar juros menores não garante necessariamente uma compra mais barata no futuro.
O comprador precisa observar duas variáveis diferentes:
Uma taxa de financiamento menor pode representar economia financeira, mas essa vantagem pode ser parcialmente reduzida caso o preço do imóvel desejado aumente durante o período de espera.
O comportamento de Belo Horizonte mostra por que essa análise precisa ir além da Selic.
Segundo o Índice FipeZAP, o preço médio anunciado dos imóveis residenciais para venda na capital mineira ficou em aproximadamente R$ 10,7 mil por metro quadrado em agosto de 2026.
No acumulado de 12 meses, Belo Horizonte registrou valorização de aproximadamente 3,16%.
É importante observar que o FipeZAP acompanha preços anunciados de apartamentos prontos. Portanto, não representa necessariamente o preço final efetivamente negociado entre comprador e vendedor.
Além disso, falar em uma única média para Belo Horizonte esconde diferenças importantes entre bairros.
Regiões da Centro-Sul e Zona Sul possuem dinâmicas próprias, influenciadas por fatores como localização, padrão construtivo, idade do prédio, vagas de garagem, infraestrutura, comércio, mobilidade e oferta disponível.
Savassi, Lourdes, Funcionários, Santo Agostinho, Sion, Serra, Anchieta, Santo Antônio, Buritis e Santa Lúcia, por exemplo, não necessariamente respondem da mesma forma às mudanças no crédito.
É por isso que uma decisão de compra deve considerar tanto o cenário econômico quanto as características específicas do imóvel e da região.
Outro dado importante para quem está decidindo entre comprar ou continuar alugando é o comportamento das locações.
O Índice FipeZAP de Locação Residencial mostrou que o aluguel residencial em Belo Horizonte atingiu R$ 50,38 por metro quadrado em agosto de 2026.
Os preços anunciados subiram:
A alta anual do aluguel em Belo Horizonte, portanto, permaneceu relevante mesmo em um período de juros elevados.
Isso não significa que comprar seja automaticamente melhor do que alugar.
A decisão depende da renda, entrada disponível, estabilidade financeira, prazo que a pessoa pretende permanecer no imóvel, custo do financiamento, condomínio, IPTU e objetivos patrimoniais.
Mas a combinação entre queda gradual dos juros e aumento dos aluguéis muda a conta que muitas famílias precisam fazer.
Não existe uma resposta única.
Quem depende de financiamento pode se beneficiar caso as taxas bancárias recuem nos próximos meses. Por outro lado, não há garantia sobre a velocidade nem sobre a intensidade dessa redução.
Também não há garantia de que o imóvel desejado continuará disponível ou permanecerá no mesmo preço.
Em vez de tentar acertar exatamente o menor ponto da Selic, o comprador pode avaliar se a operação já faz sentido dentro da própria realidade financeira.
Algumas perguntas são mais importantes:
Utilizar praticamente todo o patrimônio para dar entrada pode deixar o comprador vulnerável a despesas inesperadas.
Não basta conseguir aprovação bancária. É importante avaliar se a parcela é sustentável considerando as demais despesas da família.
Uma boa negociação no preço do imóvel pode ter impacto relevante no custo total da compra.
Dependendo do contrato e das condições oferecidas pelo mercado no futuro, o comprador pode avaliar alternativas como portabilidade do financiamento.
Por isso, analisar apenas a Selic pode levar a uma decisão incompleta.
Para proprietários, uma trajetória de juros mais baixos pode ampliar gradualmente o número de compradores com capacidade de financiamento.
Isso pode ser especialmente relevante para imóveis que dependem mais do crédito bancário para encontrar compradores.
Ainda assim, a redução da Selic não elimina a necessidade de uma avaliação de mercado adequada.
Preço, apresentação do imóvel, documentação, qualidade das fotos, divulgação e estratégia comercial continuam influenciando diretamente o tempo necessário para encontrar um comprador.
Em Belo Horizonte, a diferença de comportamento entre bairros torna a avaliação ainda mais importante.
A queda da Selic também altera gradualmente a comparação entre imóveis e investimentos financeiros.
Quando os juros estão muito altos, aplicações de renda fixa oferecem retornos elevados com relativa liquidez e baixo risco em determinadas modalidades.
À medida que os juros diminuem, essa diferença pode ser reduzida.
Ao mesmo tempo, o mercado de locação continua apresentando aumento de preços.
Em Belo Horizonte, o FipeZAP calculou um rental yield residencial de aproximadamente 5,38% ao ano em agosto, indicador que relaciona o valor do aluguel ao preço do imóvel.
Esse percentual não deve ser interpretado isoladamente como rentabilidade líquida: despesas, impostos, períodos sem locação, manutenção e eventual valorização ou desvalorização do imóvel precisam entrar na análise.
Pode, mas ainda não é possível tratar novos cortes como certeza.
O Banco Central deixou os próximos movimentos em aberto e afirmou que continuará avaliando inflação, atividade econômica, expectativas e riscos domésticos e internacionais.
A decisão de setembro levou a Selic para 13,75%, mas o patamar continua elevado em termos históricos recentes.
Para o mercado imobiliário, mais importante do que uma decisão isolada será observar a trajetória dos juros nos próximos meses e como os bancos transformarão essa trajetória em condições efetivas de financiamento.
O Copom reduziu a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano na reunião encerrada em 16 de setembro de 2026. A nova meta passou a valer em 17 de setembro.
Não. A Selic influencia o custo do crédito, mas as taxas dos financiamentos dependem também do custo de captação, fonte dos recursos, concorrência entre bancos, perfil do cliente, prazo e características da operação.
Depende da situação financeira do comprador, das condições do financiamento e do preço do imóvel. Esperar pode trazer taxas menores, mas os preços dos imóveis e a demanda também podem mudar durante esse período.
O Índice FipeZAP apontou preço médio anunciado próximo de R$ 10,7 mil por metro quadrado em agosto de 2026 e valorização aproximada de 3,16% em 12 meses. O comportamento varia significativamente entre bairros e tipos de imóvel.
Sim. Segundo o FipeZAP, os preços anunciados para locação residencial em BH avançaram 7,45% nos 12 meses encerrados em agosto de 2026, chegando a R$ 50,38 por metro quadrado.
É possível, mas novos cortes não estão garantidos. O Copom deixou claro que as próximas decisões dependerão da evolução da inflação, atividade econômica, expectativas e demais riscos.
A queda da Selic para 13,75% representa uma nova etapa do ciclo de redução dos juros brasileiros e pode contribuir para condições mais favoráveis ao mercado imobiliário.
Mas ainda é cedo para assumir que todos os financiamentos ficarão imediatamente mais baratos.
Enquanto os juros começam a recuar, o crédito imobiliário já apresenta crescimento e os aluguéis continuam avançando em Belo Horizonte. Os preços de venda, por sua vez, apresentam comportamentos diferentes dependendo do bairro e do perfil do imóvel.
Para quem pretende comprar, vender ou investir, portanto, a pergunta não deve ser apenas “quanto está a Selic?”, mas como juros, preço do imóvel, capacidade financeira e condições de negociação se combinam em cada caso.
Com mais de 75 anos de atuação no mercado imobiliário de Belo Horizonte, a Silvio Ximenes Imobiliária acompanha de perto as particularidades da região Centro-Sul e Zona Sul da capital. Para quem está avaliando uma negociação, conhecer o mercado local e analisar cada imóvel individualmente pode ser tão importante quanto acompanhar as decisões do Banco Central.


